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No ano passado, o Distrito viu fechar 19 empresas, menos duas que em 2006. Os encerramentos aconteceram nos concelhos de Pinhel, Guarda, Seia, Gouveia, Figueira de Castelo Rodrigo e Celorico da Beira. Em 2007, a nível nacional foram registadas 2.061 acções de insolvência e falência, mais 227 que no ano anterior, sendo a indústria da construção civil, o comércio por grosso e a retalho os sectores mais atingidos.

Os números que constam no Estudo de Insolvências, Falências e Recuperação de Empresas no ano de 2007, divulgado pelo Instituto Informador Comercial (IIC), são reveladores da crise económica sentida em Portugal e, concretamente, no distrito da Guarda. Embora no ano passado o número de encerramentos de empresas tenha sido menor que em 2006, certo é que é ainda muito elevado.

No total, em 2007, 19 empresas do Distrito fecharam portas, menos duas que no ano anterior. Analisando concelho a concelho, a maior baixa foi registada na Guarda, onde deixaram de laborar seis empresas. Segue-se o concelho de Pinhel (quatro), Seia e Gouveia (três cada), Figueira de Castelo Rodrigo (duas) e Celorico da Beira (uma).

Nos restantes concelhos do Distrito – Almeida, Vila Nova de Foz Côa, Mêda, Sabugal, Manteigas, Aguiar da Beira, Trancoso e Fornos de Algodres – não houve registo de qualquer falência, segundo o Instituto Informador Comercial. Numa análise geral, o estudo do IIC refere que os resultados de 2007 “acentuaram a tendência de crescimento verificada em 2006”, tendo em conta que foram registadas 2.061 acções de insolvência/falência a nível nacional, ou seja, mais 227 casos do que no ano anterior.

O aumento foi verificado em quase todos os sectores de actividade, sendo no Grande Porto e na Grande Lisboa onde se registou o maior número de casos, com 608 e 358 acções de insolvência/falência, respectivamente.

Construção civil e comércio por grosso e a retalho com mais falências 

Os sectores do comércio por grosso, indústria de construção civil e comércio a retalho foram aqueles onde houve mais falências, com 370, 293 e 260, respectivamente, registando aumentos de 26,28%, 16,73% e 53,85%. Relativamente a aumentos percentuais, destacam-se os sectores da indústria de bebidas, indústria das pescas e indústrias extractivas, com acréscimos de 300%, 200% e 160%, em relação a 2006. Por outro lado, as diminuições mais significativas em termos percentuais foram registadas nos sectores dos serviços prestados às colectividades, da fabricação de ferragens e ferramentas e na indústria de curtumes e calçado, com decréscimos de 76,67%, 75% e 68,13%. No caso das indústrias de têxteis, as insolvências atingiram 94 empresas, mais 16 que em 2006, correspondendo a um aumento de 20,51 por cento.

Os casos de insolvência e falência aumentaram, assim, no ano de 2007, apresentando mesmo o maior número de acções desde 2004, ano em que foi atingido o número recorde de 2.065. O segundo semestre do ano passado foi a fase mais problemática, com 1.210 acções de insolvência, contrariando a tendência dos anos anteriores, onde o maior número se verificou na primeira metade do ano.

Segundo o mesmo estudo, em 2007 houve 1.989 acções de insolvência, representando 95 por cento do total dos casos. No que se refere a acções de falência e de recuperação de empresa, o número de processos a decorrer é residual.

Menos 53 empresas na Beira Interior

Porto (608) e Lisboa (358) foram, mais uma vez, os distritos que registaram o maior número de insolvências/falências, seguidos de Braga (289), Aveiro (193), Leiria (118), Coimbra (84), Setúbal (76), Santarém (66), Viseu (65), Viana do Castelo e Castelo Branco (34), Madeira (27), Faro (24), Guarda (19), Portalegre (16), Évora e Vila Real (14), Beja (9), Açores (8) e, por último, Bragança (4). Assim, na zona da Beira Interior – distritos da Guarda e Castelo Branco – encerraram 53 empresas, sendo que a Guarda registou menos duas que em 2006, ao contrário de Castelo Branco, onde a insolvência atingiu mais 11 firmas que no ano anterior.

O Estudo de Falências, Insolvências e Recuperação de Empresas, do IIC – Instituto Informador Comercial, foi elaborado com base na recolha e tratamento informático de todos os processos de acções de insolvência e falência sobre empresas verificados durante o ano de 2007, nomeadamente insolvências (declaradas por sentença), autos de falência (solicitação ou apresentação de falência), recuperações de empresa (solicitação ou apresentação) e falências (declaradas por sentença).

Fonte (Jornal Nova Guarda)

publicado por damasceno às 13:05