Com os juros a subir, veja como juntar todos os empréstimos e poupar até 60% nas prestações.

Todos os meses a história repete-se: pagar a prestação da casa, do carro, o crédito pessoal ao que se junta ainda o cartão de crédito utilizado nas últimas férias. Tudo somado são quase 2.000 euros em dívidas à banca. Este é o caso real de uma família que decidiu “optar por consolidar todos os empréstimos num só e reduziu os encargos  com os créditos em 60%”, adiantou António Godinho, administrador da consultora de crédito Exchange,  ao Diário Económico.

Passou de um total de cerca de 2.000 euros em créditos para um único empréstimo com uma prestação de 766,85 euros, ou seja, uma poupança de mais de 1.100 euros.

A consolidação dos créditos permite juntar num só crédito todos os montantes em dívida. Os empréstimos de curto prazo, como o do carro, são aglutinados num de maior duração, em geral no crédito à habitação. O objectivo é pagar só uma prestação, beneficiando-se, regra geral, de uma taxa de juro mais baixa.

“Além de baixar a prestação dos créditos que o consumidor pagava anteriormente, uma vez que há um alargamento do prazo, este tipo de crédito, permite que o consumidor pague apenas a uma instituição financeira. No entanto, ao estender-se o prazo do empréstimo o consumidor pagará mais juros”, salientou Susana Albuquerque, secretária-geral da   Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

Mas também é possível consolidar sem hipoteca, ou seja, sem a garantia da casa. E, neste caso, “como não há a garantia da hipoteca o produto é mais caro”, explicou Artur Ferreira, administrador da GE Money Portugal. O responsável acrescentou que “a consolidação sem hipoteca ocorre, sobretudo nos cartões de crédito, em que o objectivo é juntar todos num só empréstimo com uma taxa única mais baixa”.


Consolidado veio para ficar

Há cerca de quatro anos, a GE Money apresentou o conceito de crédito consolidado em Portugal e, desde então, a procura não tem parado de crescer.

“Nos últimos dois anos já aderiram a este produto mais de 2.500 famílias, um número que prevemos que continue a crescer”, adiantou o administrador da GE Money Portugal.

Aproximadamente um ano depois foi a vez de o Banco Primus se especializar no crédito consolidado.

Desde famílias mais endividadas a particulares que simplesmente querem aumentar a poupança, são vários os tipos de cliente que procuram resposta no crédito consolidado.

“O crédito consolidado deixou de ser visto como o crédito dos aflitos, sendo já visto como o crédito dos prevenidos. É um mercado em franco crescimento uma vez que representa um instrumento financeiro de enorme potencial para clientes particulares”, concluiu fonte oficial do Banco  Primus.


Vantagens

- O crédito consolidado permite pagar uma única prestação, que será sempre inferior ao somatório de cada uma das prestações individuais.

-  A taxa de juro é menor e o prazo para pagamento mais alargado, sendo este efectuado num único banco.

-  Em vez de pagar três ou quatro seguros, associados a cada um dos empréstimos contraídos, o cliente passa a ter apenas um seguro associado a um único empréstimo.


Desvantagens

-  Para os clientes que queiram consolidar os créditos e não tenham casa para dar como garantia, a redução do empréstimo não é tão expressiva.

-  Ao estender-se o prazo do empréstimo, isto é, a incorporação de empréstimos de curto e médio prazo (como o empréstimo do carro), num de longo prazo (habitação), o cliente, no final, irá pagar mais juros.

-  Tal como noutros empréstimos, também no crédito consolidado estão previstas penalizações por reembolso antecipado, que variam de instituição para instituição.

Por Bárbara Barroso in 

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publicado por damasceno às 19:20