Milhares de pessoas passaram pela 14ª Feira das Tradições de Pinhel, realizada de sexta a domingo
Milhares de pessoas passaram pela 14ª Feira das Tradições de Pinhel, realizada de sexta a domingo
O crescimento da Feira das Tradições de Pinhel registado ano após ano tem levado a autarquia a encontrar novas soluções para a sua realização. O Centro de Congressos construído junto à zona industrial da Cidade Falcão não chega para acolher da melhor forma o evento, pelo que o Município, presidido por António Ruas, pensa já em arranjar um novo espaço com maiores dimensões. E não põe de parte a ideia de poder vir a adquirir as instalações onde funcionou a fábrica de calçado Rohde, hoje propriedade de um empresário do Concelho.

 

Depois de em 2008 se ter realizado no Centro de Congressos Desportivos e Exposições da Cidade, a Feira das Tradições e Actividades Económicas de Pinhel voltou este ano às antigas instalações da fábrica de calçado Rohde, onde decorreu pela primeira vez no ano de 2007. De resto, este é considerado o local ideal para a realização do evento, tendo em conta a dimensão e características dos espaços, propriedade da empresa Baraças.

“Nós chegámos à conclusão que a Feira tem uma dimensão de tal ordem, que ultrapassou de longe as expectativas”, diz o autarca de Pinhel, António Ruas, considerando que o evento têm tendência a ganhar ainda uma maior importância no futuro.

O presidente da Câmara Municipal de Pinhel não esconde, então, o interesse em arranjar instalações com as condições necessárias para a realização do certame anual, que tem vindo a registar um crescimento ano após ano. “Se nós queremos que a feira tenha um impacto a nível regional, temos que apostar seriamente nestas instalações [da antiga Rohde] ou noutras com grande dimensão. Tivemos o exemplo do ano passado, com a realização da feira no Centro de Congressos, em que acabámos por concluir que as condições não eram as melhores e que estávamos a estragar a feira”, refere António Ruas.

O autarca adianta que uma das possibilidades é “tentar negociar” as instalações da ex-Rohde, “desde que esteja ao alcance das capacidades financeiras” do Município e “desde que a comunidade pinhelense assim o entenda”. “Se tivermos capacidade de financiamento para adquirir estas instalações, porque não?”, admite o autarca, “a não ser que sirvam para outras oportunidades de empregabilidade”.

“O Município precisa de instalações quer para armazéns municipais, quer para recolha de materiais, quer para estes eventos e, portanto, temos de começar a pensar na possibilidade e na forma de podermos vir a adquiri-las mais tarde”, explica António Ruas.

 

“Um sucesso”

A Feira das Tradições e Actividades Económicas de Pinhel, este ano na sua 14ª edição, pautou-se mais uma vez pelo sucesso, atraindo multidões durante os três dias de realização, entre 20 e 22 de Fevereiro.

O autarca António Ruas salientou que a Feira foi uma “montra fiel” dos produtos do Concelho, dando conta da grande adesão das freguesias, associações e comunidade escolar.

“Fizemos todos os esforços para que este certame fosse um sucesso”, adiantou o edil pinhelense, sublinhando a aposta na promoção do Concelho e dos seus produtos e actividades. “Estamos a fazer esse esforço e pensamos que, mais cedo ou mais tarde, iremos colher frutos de todo este esforço que as pessoas estão a fazer ao quererem colaborar connosco na divulgação do Concelho”, reforçou.

 

Recursos endógenos: uma mais-valia

Subordinada ao tema “Energias Renováveis”, a 14ª Feira das Tradições pretendeu dar a conhecer o melhor do artesanato e da gastronomia regional, assim como os usos e costumes associados a estes saberes e sabores locais, patentes num espaço animado por juntas de freguesia, associações e artesãos do concelho de Pinhel.

A par da mostra de saberes e sabores locais, destacou-se ainda uma vasta exposição de actividades económicas e um conjunto de actividades de animação, nomeadamente actuação de bandas filarmónicas, concertos de música coral e tradicional, mostras de folclore, entre outras. Nas noites de sexta-feira e sábado subiram ao palco do Pavilhão de Espectáculos da Feira das Tradições os “Deolinda” e as “Just Girls”, respectivamente.

A realização de um colóquio sobre “Energias Renováveis”, a apresentação do novo site do Município de Pinhel, o lançamento do Atlas da Fauna do Vale do Côa e a entrega dos prémios do 6º Concurso de Fotografia Objectiva Pinhel foram outros atractivos quer marcaram o certame.

António Ruas não tem dúvidas de que o evento, realizado há 14 anos, “tem contribuído para promover o concelho de Pinhel e as suas gentes”. “Ao trazer usos e costumes mais antigos para este certame, queremos sobretudo proporcionar uma maior reflexão sobre as potencialidades dos recursos existentes no território onde vivemos”, frisa o autarca, acreditando que os recursos endógenos podem e devem ser vistos como uma mais-valia, “transformando dificuldades em oportunidades”.

O presidente da Câmara justificou o tema da 14ª edição da Feira das Tradições – Energias Renováveis” - numa altura em que o planeta sofre grandes transformações e é imperativo construir uma nova realidade mundial, menos agressiva para o ambiente e potenciadora de “melhores dividendos”. “Se pensarmos que o vento e a água já fizeram mover muitos moinhos, temos que acreditar que os progressos tecnológicos podem aproveitar essas mesmas energias para criar riqueza e bem-estar nas comunidades”, frisou António Ruas, concluindo que “é tempo de repensar a nossa forma de estar e procurar alternativas energéticas, apostando sobretudo nas energias renováveis”.

 

Lotes na zona industrial para instalação de pequenas unidades produtivas

Apesar da crise e do encerramento da fábrica Rohde, que deixou no desemprego centenas de pessoas, o concelho de Pinhel continua a afirmar a sua dinâmica. “É evidente que fomos afectados com a fábrica de calçado, depois anunciámos a abertura de algumas empresas, o que não se veio a confirmar, mas continuamos a apostar na criação de algumas empresas ou micro-empresas”, diz António Ruas, acrescentando: “Vamos apostar em pequenos lotes na zona industrial para instalação de pessoas do Concelho”. “Estamos a fazer investimentos com optimismo, porque é preciso encontrar soluções e alternativas para vencer esta crise”, adianta o presidente da autarquia de Pinhel.

Fonte Jornal Nova Guarda

publicado por damasceno às 13:13