O líder do PCP não acredita numa nova maioria absoluta do PS, mas ainda assim avança que, a acontecer esse cenário, seria um "desastre".

Num jantar com cerca de 200 apoiantes, em Santarém, Jerónimo de Sousa focou as atenções nas políticas do PS, nomeadamente no combate do défice das contas públicas.

O líder do PCP diz que em nome desse combate José Sócrates vai deixar o país pior do que encontrou.

 Além disso, acrescenta Jerónimo de Sousa, Sócrates terá agora de contar com um défice de 7%,  maior do que há quatro anos quando se situava nos 6,8%, o que provocou uma questão por parte do secretário-geral do PCP:"A quem vão exigir novos sacrifícios?"

Jerónimo de Sousa não acredita numa nova maioria absoluta e disse que isso seria um "desastre". Um comentário que tem como pano de fundo um barómetro Marktest para a TSF e Diário Económico divulgado  que indica que o empate do início do mês está desfeito, com o PS a distanciar-se do PSD. O Partido Socialista regista 40 por cento das intenções de voto, contra os 31,6 dos social-democratas, que estão em ligeira quebra.


Jerónimo de Sousa voltou a acusar José Sócrates de ter deixado a arrogância que mostrou nos últimos quatro anos para ganhar votos nestas eleições, comparando-o a uma espécie de "freira ofendida", que agora até diz, avançou Jerónimo, que gosta do líder do PCP.

Na presença de António Filipe, cabeça-de-lista por Santarém, Jerónimo de Sousa elogiou o trabalho da CDU naquela cidade que, por essa razão, conseguirá retirar a maioria do PS em Santarém.

Por. Vera Moutinho in http://legislativas2009.sapo.pt

publicado por damasceno às 13:20