Pelo puro prazer da música (I)

27.08.08

Cavaquinho

 

O Cavaquinho é o mais popular dos instrumentos de cordas portugueses e também de mais reduzidas dimensões: não excede os 50 cm de comprimento e tem quatro cordas.

É no Minho que ele aparece como espécie tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província e tem carácter exclusiva e acentuadamente lúdico e festivo.

Toca-se geralmente de "rasgado", como instrumento harmónico para acompanhamento de cantares e danças, ou associado à Viola e outros instrumentos. Na região, o Cavaquinho alterna com a Rabeca Chuleira as funções de instrumento agudo, com o seu tom vibrante e saltitante, próprio para acompanhar "viras", "chulas", "canas-verdes", "malhões", etc.

Uma outra técnica de tocar o Cavaquinho é o “Ponteado”, onde o seu executante sola simplesmente a melodia.

Da região de Braga terá sido levado para as ilhas da Madeira e dos Açores. Da Madeira, “o Braguinha”, como lá é conhecido, terá acompanhado os emigrantes do século XIX para as ilhas Hawaii, onde logo se popularizou com o nome de Ukulele, que quer dizer "pulga saltadora".

O Cavaquinho existe também no Brasil onde tem uma grande popularidade e em Cabo-Verde e na Indonésia. O Cavaquinho é um cordofone com origem, talvez, nos tetracórdios helénicos, com 4 cordas e diversas afinações que dependem da música e do músico. Em Portugal, existem dois tipos de Cavaquinhos, embora possamos incluir um terceiro, bastante raro, o Cavaquinho do Sul, também conhecido por Guitarrilho, instrumento de luxo, sempre bem decorado com madrepérolas.

Voltando aos tipos mais conhecidos, o de Braga e o de Lisboa, eles são instrumentos com características bem diferentes.

 
O Minhoto com a escala rasante ao tampo e por isso sem divisões de escala sobre o mesmo e o de Lisboa com escala sobreposta, onde a escala se prolonga até à “boca ou abertura musical”.
A tradição de construção de Cavaquinhos está mais enraizada no norte de Portugal, dependendo o seu preço da qualidade da madeira e dos requintes de acabamento. Muitas são as afinações dadas a este instrumento.
As mais frequentes são: Mi, Dó#, Lá, Lá e Ré, Si, Sol, Sol. Para o Braguinha da Madeira a afinação mais comum é Ré, Si, Sol, Ré (grave em bordão).
As afinações são dadas sempre do agudo para o grave.
Para as afinações: Mi, Dó#, Lá, Lá ou Ré, Si, Sol, Sol, devem-se utilizar os seguintes calibres de cordas:
 
1ª Corda que afina em Mi ou (0,23 mm, carrinho nº 10).
 
 2ª Corda que afina em Dó# ou Si (0,25mm, carrinho nº 9).

 

3ª e 4ª Cordas que afinam em ou Sol (0,30mm , carrinho nº6

 

O Cavaquinho

Para que os amantes da música possam saborear uma bonita sonoridade, nada melhor do que aprender a tocar o instrumento responsável por essa sonoridade.

Os instrumentos do ambiente popular português, nem sempre são bem vistos pelos músicos profissionais. As principais razões invocadas são a sua deficiente afinação e os seus pobres recursos para executarem determinadas músicas.

Mas, um instrumento popular foi criado para representar um determinado ambiente musical. Ele identifica-se com o pulsar dum povo, onde as suas modas, as canções de trabalho, as festas e romarias e a sua identidade são ilustradas, musicalmente falando. Este pequeno contributo visa dar a conhecer o nosso Cavaquinho, com a sua história, a arte de o tocar, as viagens que fez nas mãos dos nossos emigrantes, os construtores e finalmente a construção deste pequeno grande instrumento.

O Cavaquinho é um instrumento popular, que pode afinar rigorosamente e mediante a afinação que tiver, tocar muitas músicas. A provar esta afirmação estão as partituras feitas pelos seus descendentes, como o Braguinha da Madeira, o “Ukulele” do Hawaii, o Cavaquinho do Brasil ou o de Cabo Verde.

Dentro da sua simplicidade e com a sua afinação mais popular, o Cavaquinho continua a ter a sua verticalidade e quando tocado pelas mãos do povo grita bem alto, como que em sinal de protesto, fazendo frente àqueles que lhe pretendem dar um menor valor musical. Como em tudo na vida, há bons e maus Cavaquinhos. Por isso quando se decidir por comprar este belo instrumento português, não compre gato por lebre. Seja exigente na sua compra.

Breve resumo da História da Música e do Cavaquinho

O Mundo, qualquer que tenha sido a sua origem, foi acompanhado de movimento e por conseguinte de som. Talvez por esse facto, a música sempre tenha tido um carácter mágico para o homem. Daí, que cada ritual tivesse a sua componente musical: o nascimento, o casamento, a morte, as boas e más colheitas, etc. Há muitos anos atrás, o homem primitivo vivia em cavernas. É bem natural, que os ouvidos fossem uma das suas principais armas. Ao aperfeiçoar as suas ferramentas de trabalho e caça, descobriu o som que um machado produzia ao cortar uma árvore. Desta observação, possivelmente inventou o Tambor. Ossos, pedras, madeiras, argilas e peles, terão sido alguns dos materiais que o homem primitivo usou para o fabrico de instrumentos musicais. Mas hoje em dia, a expressão Música, que significado terá para cada um de nós? Ouvir rádio, cassetes, ir à discoteca, ou aprender a tocar um instrumento musical? Quem gosta de música, mas não entende a linguagem dos instrumentos, assemelha-se ao turista que visita um país sem dominar o seu idioma. Pode saborear a paisagem, mas não entende nada do que dizem.

Diz um velho ditado:“gostar de música, é saber governar o coração e quando tocada em roda de amigos, entendemos melhor o prazer de estar”.

Esta imagem é bem representativa da maneira de estar do povo Português. Numa taberna alentejana um copo de vinho abre a veia poética do cantor, não há desfolhada sem cantoria e se o “Manel” toca a “Gaita-de-beiços”, não há namorico que resista à “Bailação”.

Segundo uma classificação organológica actualizada, os instrumentos musicais estão divididos em 5 grandes grupos:

Os IDEOFONES (os Ferrinhos) - Os AEROFONES (a Flauta de Amolador)

Os MEMBRANOFONES (o Tambor) - Os CORDOFONES (o Cavaquinho)

Os ELECTROFONES (o Órgão Electrónico)

Cada um destes grupos tem diversos subgrupos. Para os interessados em mais pormenores, aconselho uma leitura atenta da magnífica obra de Ernesto Veiga de Oliveira (Instrumentos Musicais Populares Portugueses).

No entanto, este trabalho visa apenas dar um contributo a um grupo específico, os cordofones. Por definição, são instrumentos em que o elemento vibratório é uma corda. Os cordofones do ambiente tradicional português perderam os seus adeptos e os nossos Violeiros ficaram sem clientes.

Se há uns anos atrás não havia romaria sem uma banca de Cavaquinhos e Braguesas, com o aparecimento da Concertina e do Acordeão no nosso ambiente popular, os cordofones deixam o seu lugar na ribalta passando a ocupar um lugar no topo do guarda-vestidos. A capacidade volumétrica do Acordeão e a possibilidade de poder executar o acompanhamento e a melodia em simultâneo, fizeram com ele passasse a ser a base principal dos Ranchos Folclóricos. Se bem que na “Tocata” de um Rancho pudessem existir executantes de instrumentos de corda, os seus timbres não eram ouvidos, abafados pelo Acordeonista. Além disso, o Acordeão tinha outra vantagem sobre estes instrumentos: mantinha a sua afinação. A grande divulgação da Viola de 6 cordas (Guitarra Clássica ou Viola Dedilhada) e o aparecimento das chamadas “Guitarras Eléctricas” deram o golpe de misericórdia aos cordofones portugueses. Sem clientes os nossos Violeiros desinteressaram-se pelo seu fabrico.

Era importante recuperar essas tradições, as afinações usadas, os calibres das cordas para que a nossa história musical não ficasse mais pobre. Dar dignidade aos nossos cordofones é o objectivo primordial deste trabalho.

Curiosidade histórica: não sei se alguma vez pensou como é que apareceram as sete notas musicais? O Monge Beneditino de nome “Guido” (995-1055), natural de Arezzo de Toscana e monge da Abadia de Pomposa em Itália, foi o inventor das notas musicais.

Onde é que ele foi buscar esta ideia?

Às primeiras sílabas dum Hino dedicado a S. João Batista.

Ut queant laxis - Resonares fibris - Mira gestorum - Famuli tuorum

Solve polluti - Labii reatum - Sancte Joannes

Mas o que dizia o Hino a S. João Batista?

“Purificai bem-aventurado João, os nossos lábios polutos, para podermos cantar dignamente as maravilhas que o Senhor realizou em Ti”. Numa outra versão:

“Para que teus servos possam exaltar a plenos pulmões as maravilhas dos teus milagres perdoa a falta do lábio impuro ó São João".Antigamente UT significava . A sua substituição foi devida à pouca musicalidade de UT. O Si deriva das duas primeiras letras de Sancte Joannes. Mas porque é que o SJ se transformou em Si? Pelo facto de Joannes se pronunciar “Ioannes” (o “j” em latim pronuncia-se “i”).

O Cavaquinho

O Cavaquinho é o mais popular dos instrumentos de cordas portugueses e também de mais reduzidas dimensões: tem cerca de 50 cm de comprimento e quatro cordas. Existem Cavaquinhos com 6 e 8 cordas (corda dupla).

É no Minho que ele aparece como espécie tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província com carácter exclusivo, acentuadamente lúdico e festivo.

Toca-se geralmente de "rasgado", como instrumento harmónico para acompanhamento de cantares e danças, ou associado à Viola e outros instrumentos.

Na região, o Cavaquinho alterna com a Rabeca Chuleira as funções de instrumento agudo, com o seu tom vibrante e saltitante, próprio para acompanhar "viras", "chulas", "canas-verdes", "malhões", etc.

Uma outra técnica de tocar o Cavaquinho é o “ponteado”, onde o seu tocador executa simplesmente a melodia.

Da região de Braga terá sido levado para as ilhas da Madeira e dos Açores. Na Madeira, “o Braguinha”, como é conhecido, terá acompanhado os emigrantes do século XIX para as ilhas Hawaii, onde logo se popularizou com o nome de Ukulele, que quer dizer "pulga saltadora".

O Cavaquinho existe também no Brasil onde tem uma grande popularidade, em Cabo-Verde e na Indonésia.

O Cavaquinho é um cordofone com origem, talvez, nos tetracórdios helénicos, com 4 cordas e diversas afinações que dependem da música e do músico.

Em Portugal, existem dois tipos de Cavaquinhos, embora possamos incluir um terceiro, bastante raro, o Cavaquinho do Sul, também conhecido por Guitarrilho, instrumento de luxo, sempre bem decorado com madrepérolas.

Voltando aos tipos mais conhecidos, o de Braga e o de Lisboa, eles são instrumentos com características bem diferentes. O Minhoto com a escala rasante ao tampo e por isso sem divisões de escala sobre o mesmo e o de Lisboa com escala sobreposta, onde esta se prolonga até à “boca ou abertura musical”. A tradição de construção de Cavaquinhos está mais enraizada no norte de Portugal, dependendo o seu preço da qualidade da madeira e dos requintes de acabamento.

Muitas são as afinações dadas a este instrumento.

As mais frequentes são: Mi, Dó #, Lá, Lá e Ré, Si, Sol, Sol.

Para o Braguinha da Madeira a afinação mais comum é Ré, Si, Sol, Ré (grave em bordão).

As afinações são dadas sempre do agudo para o grave.

Para a afinação: Mi, Dó #, Lá, Lá ou Ré, Si, Sol, Sol, devem-se utilizar os seguintes calibres de cordas:

1ª Corda – afina em Mi ou (0,23 mm, carrinho Nº 10)

2ª Corda – afina em #ou Si (0,25 mm, carrinho Nº 9)

3ª/4ª Cordas – afinam em ou Sol (0,30 mm, carrinho Nº6)

Mas a história dos instrumentos populares portugueses também é feita de fábulas. Para completar este capítulo, que não pretende ser mais do que um pequeno resumo da história do Cavaquinho, aqui fica uma delas.

Era uma vez um Cavaquinho

Era uma vez um Cavaquinho que vivia em cima de um armário onde o seu dono o tinha deixado há muitos e muitos anos.

Antigamente, o seu dono tocava-o todas as noites em Festas e Romarias, onde os rapazes namoriscavam as raparigas.

Muitas vezes, ao meio da semana, o seu dono às escondidas da patroa, catrapiscava-o para animar uma “festaça”, só porque uns rapazolas tinham ido às sortes (inspecção médica militar).

Tempos bonitos e saudosos em que o dono do Cavaquinho o cuidava com esmero.

Tinha cuidado com a humidade e o calor, nunca faltando carrinhos de cordas suplentes (o Nº6, o Nº9 e o Nº10), bem como as unhas postiças do indicador e do polegar.

Sabem... (pensava o Cavaquinho em melodias tocadas de mansinho) o meu dono tinha uma certa graça e mantínhamos uma certa relação de companheirismo onde a palavra amizade se escrevia com punhos de renda.

Quantas vezes lhe pedi que me fizesse um saquinho de retalhos ou de cordel, para me preservar do frio. Sim porque um estojo… só para gente endinheirada.

Mas, o Ti Zé nunca foi na conversa.

Onde ele tinha mais graça era quando me metia pela boca dentro os carrinhos e as unhas que retirava quando a “festança” estava de “vento em popa”. Como tenho uma boca em raia, o entrar era simples mas o sair, já não digo o mesmo.

Há histórias de se lhe tirar o chapéu.

Não sei se já alguma vez viu mudar uma corda a um Cavaquinho? Quando a arte é do Violeiro, que possui o “zingarelho” necessário e o calo da experiência, tudo é simples, mas o meu dono, Deus benza a sua alma, não tinha jeitinho nenhum para estas andanças. Quando a “prima”, a minha, ou seja a 1ª corda, a mais fina e delicada se passava da cabeçorra, isto é se finava, o meu dono ficava pior que uma barata, ou seja fora de validade.

Como quem manda no Cavaquinho é a prima, que remédio senão fazer a sua substituição. Que se dane a “bailação” porque o tocador deu cabo da “prima”. Casais ao bufete que a vidinha custa a todos e Deus também pediu. A sangria é de hoje e caseira, os croquetes são da tia Rosa do Lagar e há “puvides de abobóra a 50 ct o pagode”.O torrão é de Alicante, e há merendas fresquinhas da Tia Emília. Entretanto o meu dono, com um pente e calos de enxada, enrolava o “lacete” para que a corda do carrinho Nº10 desse voz de soprano à minha gostosa “prima”. Estrebuchava o “carrilão” de modo a que esta gostosa dama gritasse quando soltava a tonalidade de Mi. Também era o que faltava se a minha prima não gostasse de “Mi”. Depois a “bailação” continuava, as sogras (salvo seja) atrás das moçoilas davam orientações sobre o aceitar ou não da “bailação”. Sim, porque a coragem não era fácil, era preciso desafiar a moçoila com um rasgar de olhos a mais de 15 metros e ter a coragem de atravessar o salão da sociedade recreativa, quantas vezes recebendo em troca uma garbosa “tampa”. As sogras sorriam triunfantes mas a vingança era terrível, porque na agricultura o nabo, a nabiça e o grelo são três pessoas distintas, mas todas sem cabelo. Desculpem os desabafos, mas até me passou da cabeçorra o intuito da conversação. Que a patroa do meu dono não lhe dê o cheiro, pois havia muita “moçoila descomprometida e casadoira” que andava babada e pelo beicinho. Em “Balhos de Oferendas” onde se dançava à amaricana, as moçoilas compravam rifas para uma dança prometida pelo Prior da aldeia. Quantas histórias, eu Cavaquinho, tenho para vos contar. Foi numa noite de Março que o meu dono se finou. Entre a tragédia e o estar, fiquei sem saber se a vida continuava com o sabor do sentir.

Nós somos um povo… não sei se sabiam? É que já vi chorar por não saber rir e já vi rir por não ter lágrimas. Sabem, é que eu Cavaquinho, sou do tempo em que apareceu uma caixinha de madeira dita de Telefonia que contava ditos e reditos, tristezas e “toledos” da Guerra de 1914 a 1918. O meu dono era de outras andanças e para essa velhaca, eu sempre tive “varejo” para dar e vender. Depois a caixa humanizou-se e não só falava como tinha bonecos. Eram homens e mulheres, presidentes e ramaldeiras, fazia rir e chorar e eu sentia-me abandonado. Agora, aqui estou eu à procura de um novo dono já que os meus novos proprietários me olham com desprezo, não entendendo a minha necessidade de ser um instrumento musical.

Se puder aprenda-me a tocar. Talvez possamos viver o amor com carácter de urgência, ou simplesmente ser bons amigos.

 

               Autor José Lúcio Ribeiro de Almeida - (www.jose-lucio.com)

publicado por damasceno às 23:50

Número de Equipas inscritas na AFGuarda aumentou em relação ao ano passado

27.08.08

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Terminaram as inscrições na Associação de Futebol da Guarda para a época 2008/2009. A próxima época vai-se desenrolar sem presença do Estrelas de Almeida, uma vez que este clube não vai militar nos campeonatos distritais de futebol sénior. De qualquer forma, a primeira Divisão Distrital conta com a presença de 16 equipas,
a segunda divisão distrital viu o numero de clubes aumentar, tal como os escalões de formação, que passam de 23 para 32 clubes inscritos. Contrariamente ao que se passa nas restantes Associações de Futebol Distrital, a AFGuarda viu o número de equipas aumentar, e Amadeu Poço, Presidente da Associação de Futebol da Guarda, aponta o trabalho desenvolvido pela Associação no que diz respeito à formação como sendo o principal impulsionador do aumento de equipas.

Ao que tudo indica o sorteio, vai realizar-se no próximo dia 6 de Setembro, mas Amadeu Poço disse à Elmo que esta data ainda pode vir a sofrer alterações. Já no que diz respeito a perspectivas para a época que se avizinha, Amadeu Poço salienta que “se não for melhor, pelo menos que seja igual à do ano passado”.

Fonte: www.radioelmo.com/

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publicado por damasceno às 19:22

Sociedade Portuguesa de Autores recebe denúncias de plágio contra Tony Carreira

27.08.08

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As primeiras comparações surgiram na Internet. Mais tarde, a Sociedade Portuguesa de Autores começou a receber queixas de cooperadores. Pelo menos um 'publisher' está a analisar as canções do músico português
A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) revelou ao DN ter recebido, desde o passado mês de Junho, diferentes denúncias relativas a possíveis situações de plágio concretizadas por Tony Carreira, um dos mais populares músicos portugueses da actualidade. A mesma fonte, da administração da SPA, afirma que estas indicações foram apresentadas por cooperantes daquela sociedade, ou seja, autores inscritos e com poderes de voto naquela entidade cooperativa.

As referências apresentadas como "plágio" dizem respeito a três temas assinados por Tony Carreira e Ricardo Landum, autor que acompanha o músico desde há muito: Depois de Ti (Mais Nada), Ai Destino, Ai Destino e Leva-me ao Céu. A SPA diz estar ao corrente da situação: "Ouvimos as canções e chegámos à conclusão que, sobretudo numa, estamos perante uma situação de aparente cópia sem autorização. A comprovar-se tecnicamente, trata-se de um plágio, uma situação grave com o tema Depois de Ti (Mais Nada), que está assinada por Tony Carreira e Ricardo".

A SPA faz referência a blogues como O Verdadeiro Tony (
www.overdadeirotony.blogspot.com) e o Konga's Blog (kongas.vox.com), que comparam Depois de Ti (Mais Nada) (tema registada na SPA em 1999, incluído no álbum Dois Corações Sozinhos) com Después de Ti Qué?, popularizada pelo mexicano Christian Castro e assinada por Rudy Perez (canção incluída no álbum Lo Mejor de Mi, de 1997). "O que acontece, por vezes, é que uma ideia de uma canção é aproveitada por um outro compositor. Aqui estamos perante uma aparente cópia, que passa pela melodia e pela letra. Através da Internet isso é verificável", refere a SPA que acrescenta: "Não podemos desenvolver nenhuma acção. Para que isso suceda, tem que ser apresentada uma queixa por parte do autor ou do proprietário dos direitos de publishing".

Os direitos de autor e publishing de Rudy Perez pertencem ao grupo editorial Universal. Ou seja, qualquer autorização para utilização de uma obra assinada por este compositor tem que ser dada por esta entidade. Junto da Universal, o DN apurou que "estes rumores estão a ser avaliados". Para que um plágio seja de facto provado e considerado evidente, é necessário reunir uma série de condições. "É preciso recorrer à estrutura rítmica e melódica dos temas, envolve o estudo de peritos e maestros", afirma o grupo editorial. Qualquer acusação futura só será formalizada "se estiverem reunidas as condições para tal, se estivermos certos e as análises assim o indicarem". Contudo, qualquer decisão definitiva "não será, certamente, tomada em breve".

A fonte da Sociedade Portuguesa de Autores contactada pelo DN lembrou também que "nestes casos, é habitual que os publishers envolvidos requisitem toda a obra do artista em questão para uma análise mais profunda e completa." Nos casos em que o plágio é considerado, "os publishers não perdoam". A medida mais habitual é o pedido de uma "indemnização que corresponda à dimensão do artista em causa e que seja, de alguma forma, equivalente, às vendas e aos royalties recolhidos".|

Fonte: www.dn.pt

publicado por damasceno às 18:18

Mulher detida em Vilar Formoso, em flagrante, por tentativa de burla

27.08.08

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O Núcleo de Investigação Criminal da GNR em Vilar Formoso deteve uma mulher, de etnia cigana, com 59 anos, pelo crime de burla.

Residente no distrito de Bragança, a mulher detida procurou no início do mês aliciar a vítima da burla com a venda de roupa e ao aperceber-se da capacidade monetária desta, e inteirando-se de possíveis problemas pessoais ou de saúde, prometeu-lhe resolver todos os problemas, cobrando em troca uma avultada quantia de dinheiro (5 mil euros).

A visada procurou as autoridades e deslocou-se ao Posto da GNR de Vilar Formoso, dando conta da abordagem de que foi alvo, tendo os militares concertado com esta um encontro com a mulher que prometia realizar um “milagre”.

O Major Machado, do Grupo Territorial da GNR da Guarda elogiou o comportamento da mulher que ia ser algo de burla “a senhora, e muito bem, neste tipo de situação, deslocou-se ao Posto da GNR para contar a situação, e pusemo-nos em campo”.

Os militares do NIC prepararam um encontro em casa da mulher que ia ser burlada, combinando encontrarem-se ai para concretizar o negócio, contando o Major Machado o que se seguiu “os nossos militares estiveram lá em casa, aguardaram que a arguida tentasse fazer o negócio e foi detida em flagrante”.

Na sequência cronológica dos acontecimentos, o primeiro contacto aconteceu a 6 de Agosto, tendo o encontro acontecido a 11, altura em que se deu a detenção.

Presente a Tribunal, foi decretada à mulher detida, como medida de coação, o Termo de Identidade e Residência.

 

Mais visados

As autoridades acreditam que a burla que os militares conseguiram evitar possa já ter-se repetido anteriormente. “Tudo leva a crer que não tenha sido a primeira pessoa a ter sido burlada. Possivelmente já é alguém que tem utilizado este método para burlar outras pessoas, não só aqui mas em outras zonas, porque ela é residente no distrito de Bragança”, destacando o Major Machado que nem sempre as pessoas se sentem à vontade para denunciar estas situações “há sempre alguma dificuldade por parte das pessoas em relatar este tipo de situação, até às vezes por receio”. “Alertamos para este tipo de situação, as pessoas devem deslocar-se aos Postos, para que evitemos mais burlas. Normalmente são colchões, neste caso foi roupa e até um milagre que resolveria todos os problemas pessoais e de saúde” ressalvou o Major Machado, que apela à denúncia de quem é abordado para este tipo de coisas.

Fonte "Jornal Nova Guarda"

publicado por damasceno às 01:31

Festa das Roscas 2008 em Vilar Formoso

27.08.08

                 

publicado por damasceno às 01:15

Teatro ao ar livre em Almeida

27.08.08

                           

                 A Tempestade -  William Shakespeare      

                Dia 30 de Agosto de 2008 pelas 18h18

                    Veja mais em www.cm-almeida.pt

publicado por damasceno às 01:06

Paradise!!!!!

27.08.08
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publicado por damasceno às 00:41

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